Bem Vindo a um novo tempo na sua vida escolar!

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Aprendizado, modo de usar

Aprendizado, modo de usar

Dez dicas para melhorar os estudos em tempos de alta demanda e competição atroz

Vivemos um tempo em que todo conhecimento é sempre de menos. Não importa o quanto nos preparemos, o que sabemos parece insuficiente para as demandas no trabalho. De outro lado, não se tem ideia de quais são os limites do cérebro. Qual seria, então, o melhor método para aprender? Um artigo de Emma Young, pulicado na New Scientist, sugere os dez mandamentos para um aprendizado bem-sucedido.
O primeiro é escolher o horário. Estudo com indivíduos entre 60 e 80 anos feito pelo Instituto Rotman mostrou que se aprende melhor de 8h30 a 10h30 da manhã; à tarde, o cérebro fica menos interessado em novas informações. A relação com o sono também é crucial: o aprendizado de dados é melhor quando ocorre logo após o sono, e o aprendizado motor é mais bem fixado se aprendemos e vamos dormir.
Dica dois: desafie seu conhecimento. Estudo da Universidade Purdue mostrou que alunos que aprendiam 40 palavras em suaíli e as repetiam muito durante o aprendizado conseguiam evocar 80% delas após uma semana, enquanto os que não as repetiam evocavam 34%. Autotestar-se após os estudos é muito mais eficiente do que fazer resumos, tabelinhas ou organogramas.
A terceira dica é estudar de maneira despreocupada. Estudo com voluntários para aprender a distinguir sons com timbres parecidos concluiu que a exigência sabida de uma prova escrita após o treino não melhorava os resultados. Afinal, o estresse é a principal causa de falha em mais de 80% das pessoas quando submetidas a testes. A calma é crucial para o sucesso.

Quarta dica: nem tudo que distrai é ruim. Às vezes interrompemos o estudo para fazer outra atividade e não precisamos voltar ao começo da lição: o aprendizado tem um período lento de fixação, que pode ocorrer durante outras tarefas. Assim, o que aprendemos anteriormente vai “solidificando-se” na memória. Portanto, ouvir música durante a leitura nem sempre atrapalha e pode até ser útil.
Quinta dica: quando o assunto for complexo, estude em grupo. O Prêmio Nobel de Química Roald Hoffmann recomenda: após estudar o assunto sozinho, compartilhar a experiência em um grupo de três a seis colegas pode ajudar no entendimento e na recordação do que se aprendeu. Videogames são a sexta dica. Mas servem apenas para atividades motoras, como esporte ou instrumento musical. Quem joga mais de oito horas de videogame por semana efetua melhor movimentos coordenados e tem reflexos mais rápidos.
A sétima dica é dar uma pausa. Lila Davachi, da Universidade de Nova York, fez um estudo com voluntários e concluiu: quem estuda e descansa em seguida (quando o hipocampo e outras áreas envolvidas com a memória ficam mais ativos) lembra melhor o conteúdo que estudou. Assim, um cochilo após uma aula importante pode ser a melhor ajuda. Na sequência, vale dar uma aula para você mesmo. Um estudo do Williams College feito por Nate Kornell testou o quanto os alunos conseguiam memorizar sobre um texto de 1,5 mil palavras em dez minutos. Um grupo foi avisado antes de que deveria dar aula sobre o texto e gravou mais sobre o assunto.
A nona dica é revisar periodicamente o conteúdo aprendido. O esforço auxilia a gravar os dados. Intervalos de 10% do tempo são ideais. Então, se você vai prestar um concurso em um ano, melhor revisar a matéria a cada mês. As revisões periódicas aumentam em mais de 15% a retenção do conteúdo.
Por fim, a décima dica é a mais óbvia: estude. Mas não adianta se culpar: quem o faz vai pior do que quem apenas procrastina. Ter vontade de aprender é a máquina que move o conhecimento, e quanto mais se estuda mais fácil fica de se aprender.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/844/aprendizado-modo-de-usar-9725.html
Acesso: 29/7/2015

domingo, 26 de julho de 2015

Fantasmagórica Partícula

Descoberta partícula que pode revolucionar toda a tecnologia

Descoberta partícula que pode revolucionar toda a tecnologia

Matéria e antimatéria
Duas equipes internacionais descobriram simultaneamente uma partícula sem massa teorizada em 1929.
Essa partícula pode dar origem a produtos "pós-eletrônicos", mais rápidos e mais eficientes - entenda-se, ingerindo menos energia e expelindo menos calor - devido à sua capacidade incomum de se comportar como matéria e como antimatéria no interior de um cristal.
É difícil exagerar a importância da descoberta, que abre uma nova dimensão da fotônica - rumo aos processadores que funcionam com luz e aos computadores quânticos -, mas também abre possibilidades de novas áreas de pesquisa ainda nem sequer imaginadas.
Para entender essa descoberta, que não aconteceu no LHC e nem em qualquer outro grande acelerador de partículas, é importante seguir os passos da física e de sua matemática subjacente, que previu os detalhes da matéria e dessa nova "matéria imaterial".
A matemática que revelou a matéria
Em 1928, o físico inglês Paul Dirac elaborou uma equação fundamental para a física de partículas e a mecânica quântica, agora conhecida como equação de Dirac, que descreve as partículas-ondas relativísticas - elétrons muito rápidos logo se mostraram uma solução concreta para a equação de Dirac.
Mas a equação previa a possibilidade da existência da antimatéria dos elétrons, os antielétrons ou pósitrons, partículas com a mesma massa que os elétrons, mas com carga oposta. Em conformidade com a previsão da equação de Dirac, os pósitrons foram descobertos quatro anos depois, em 1932, pelo norte-americano Carl Anderson.
O maior mistério apareceu em 1929, quando o matemático alemão Hermann Weyl encontrou outra solução para a equação de Dirac, uma solução que implicava a existência de uma partícula sem massa - essas partículas passaram a ser conhecidas como "pontos de Weyl".
Um ano depois, o físico austríaco Wolfgang Pauli postulou a existência do neutrino, que era então considerado sem massa, e por décadas se considerou que o neutrino era a solução da equação de Dirac encontrada por Weyl.
Ocorre que os neutrinos só seriam identificados em 1957, pelos físicos norte-americanos Frederick Reines e Clyde Cowan. E numerosas experiências logo indicaram que eles poderiam ter massa. Mais 40 anos de tentativas de confirmação e, em 1998, o observatório Super-Kamiokande, no Japão, finalmente demonstrou que os neutrinos têm massa diferente de zero.
Isto reabriu as discussões longamente esquecidas: Qual seria então a solução de massa zero encontrada por Weyl?
A resposta acaba de ser encontrada simultaneamente por duas equipes internacionais, coordenadas por físicos das universidades de Princeton e MIT, nos Estados Unidos.
Férmions de Weyl
Ling Lu e seus colegas do MIT descobriram os pontos de Weyl não em aceleradores de partículas, mas em um material que eles próprios construíram: o cristal fotônico duplo-giroide. Os giroides são encontrados na natureza, em sistemas tão diferentes quanto asas de borboletas e ketchup. No entanto, o grupo precisava de um giroide duplo, com uma quebra de simetria muito específica, com peças interligadas e com defeitos inseridos ao acaso. Eles então tiveram que construir um
"Os pontos de Weyl realmente existem na natureza. Nós construímos um cristal fotônico duplo-giroide com simetria de paridade quebrada. A luz que passa através do cristal mostra a assinatura dos pontos de Weyl no espaço recíproco: duas bandas de dispersão linear tocando-se em pontos isolados," descreveu Lu.
Já a equipe de Princeton encontrou os férmions de Weyl dentro de um cristal metálico de arseneto de tântalo. Eles haviam publicado um artigo em Junho com a previsão teórica de que os pontos de Weyl poderiam ser encontrados nesse cristal. Agora, eles o sintetizaram e mostraram que sua teoria estava correta.
"Resolver este problema envolveu física teórica, química, ciência dos materiais e, mais importante, a intuição. Este trabalho mostra realmente por que a pesquisa é tão fascinante, porque ela envolve tanto pensamento racional, lógico, como iluminações e inspiração," disse Su-Yang Xu, primeiro autor do trabalho da equipe de Princeton.
Descoberta partícula que pode revolucionar toda a tecnologia
Melhor do que elétrons
Os férmions de Weyl têm sido extensivamente procurados pelos físicos porque eles são considerados como possíveis blocos fundamentais de outras partículas subatômicas, e são ainda mais básicos do que os onipresentes elétrons e sua carga negativa.
A sua natureza fundamental significa que os férmions de Weyl podem fornecer um transporte muito mais estável e eficiente do que os elétrons, que são a principal partícula por trás de toda a eletrônica moderna. Ao contrário dos elétrons, os férmions de Weyl não têm massa e possuem um elevado grau de mobilidade. Além disso, o spin dessa partícula pode estar tanto na mesma direção, quanto no sentido oposto do seu movimento.
"A descoberta dos pontos de Weyl [...] abre caminho para aplicações e fenômenos fotônicos absolutamente novos. Pense na revolução do grafeno: ografeno é uma estrutura 2D, e suas propriedades eletrônicas são, em grande parte, uma consequência da existência de pontos de degenerescência lineares, conhecidos como pontos de Dirac. Materiais que contenham pontos de Weyl têm as mesmas propriedades em 3D. Eles literalmente adicionam um grau de liberdade, uma dimensão," comentou o professor Marin Soljacic, do MIT, cuja equipe ganhou destaque recentemente ao aprisionar a luz dentro de um cristal por mais de um minuto.
Monopolos topológicos
A estabilidade tridimensional dos pontos de Weyl deve-se ao fato de que eles são monopolos topológicos. Os monopolos podem ocorrer em duas variedades, positivos e negativos. Por analogia, os monopolos elétricos são cargas positivas e negativas simultaneamente, assim como os monopolos magnéticos são pólo norte e pólo sul ao mesmo tempo. Nos monopolos elétricos, a carga elétrica é conservada, portanto monopolos elétricos só podem ser criados ou aniquilados em pares.
O mesmo é verdadeiro para os monopolos topológicos: eles só podem aparecer ou desaparecer em pares, o que os torna especialmente robustos a perturbações. Ao contrário, os pontos Dirac do grafeno não são monopolos topológicos: eles são neutros, o que significa que eles não precisam de um companheiro para aparecer ou desaparecer, o que os torna muito mais instáveis.
"A física do férmion de Weyl é tão estranha, são tantas coisas surgindo desta partícula que não não somos sequer capazes de imaginar agora," disse o professor Zahid Hasan, coordenador da equipe de Princeton.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=fermion-de-weyl&id=010110150720
Acessado em 26 de julho de 2015

sábado, 3 de janeiro de 2015

Olá visitante e amigos! Estamos de férias, mas voltamos em fevereiro desmistificando a simplicidade das exatas.
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Excelentes férias!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Férias! Aêêê

Bora descansar galera,  que temos muitos exercícios para fazer em 2015.